
No último dia 25 de maio, foi comemorado o Dia da Indústria, uma data que serve para celebrar o espírito empreendedor brasileiro e nordestino.
A história da indústria nacional está ligada diretamente aos grandes avanços do país. Mas, também diante das crises e das dificuldades enfrentadas pela Nação, o setor industrial sempre soube responder com muito trabalho e equilíbrio, fortalecendo nosso mercado interno, ampliando as exportações e, com isso, gerando emprego e renda.
Graças à força e ao empreendedorismo dos industriais brasileiros, o setor hoje ocupa mais de um quinto do PIB, o Produto Interno Bruto. E o mais importante. Estima-se que mais de 70% das empresas industriais realizem seus investimentos a partir de recursos próprios.
Outros dados são relevantes. Nos três primeiros meses deste ano, o nível de emprego na indústria elevou-se em 3%. A folha de pagamento, por sua vez, cresceu em mais de 6%. E as expectativas são promissoras.
A sondagem da CNI, no final do ano passado, indicava que quase metade das empresas deseja ampliar seus investimentos. Diante disso, chamo a atenção para a necessidade de continuarmos a aperfeiçoar os nossos marcos regulatórios e reduzir a insegurança jurídica. Somente com isso, abriremos espaços para novos investimentos em energia e transportes, indispensáveis para concretizar esse desejo de crescimento da indústria nacional.
Realizamos no Senado Federal, em 2005, com a participação da CNI e de várias entidades nacionais e internacionais um grande Fórum, o Senado Debate Brasil, ocasião em que tratamos, justamente, da superação dos gargalos de infra-estrutura. Esse tema, todos nós reconhecemos, está na ordem do dia da Indústria.
No Senado, já foram aprovados os marcos regulatórios do Gás e do Saneamento, o cadastro positivo de crédito, a MP do Bem, a lei geral da microempresa, apenas para citar alguns exemplos. Tudo isso demonstra a espetacular capacidade do Senado Federal e dos Senadores de se colocar em permanente sintonia com as grandes questões nacionais.
Por meio do trabalho técnico de suas entidades representativas, a Indústria tem feito sua parte. Ofereceu a já tradicional Agenda Legislativa da Indústria, que anualmente, nos brinda com análises claras sobre matérias que tramitam nas duas Casas do Congresso Nacional. O Mapa Estratégico da Indústria, outro documento de grande valor para nossa atividade parlamentar, é uma verdadeira aula de planejamento de longo prazo, contemplando o prazo 2007-2015. Ali encontramos programas e metas para que a economia brasileira seja cada vez mais competitiva.
O crescimento da indústria depende, em boa parte, de políticas públicas que removam obstáculos ao desenvolvimento sustentado, obstáculos fincados, por exemplo, na burocracia e no emaranhado das leis tributárias. O diagnóstico elaborado pela Indústria brasileira é preciso. Além de oneroso e complexo, o sistema tributário atual causa, ainda, insegurança jurídica.
Por tudo que o setor representa para o País, desejo à indústria brasileira, aos seus empreendedores, aos muitos trabalhadores desse setor tão dinâmico, muito, muito sucesso frente às oportunidades e desafios que ainda virão.