
Para quem ainda se sente pessimista em relação ao Brasil, o período de carnaval é o melhor antídoto, porque os brasileiros, como sempre, mostram em todo o País que temos a vocação da felicidade, da esperança, que somos o mais criativo dos povos. Do Amapá ao Rio Grande do Sul, temos a explosão de alegria que é a marca da nossa gente, essa feliz e bela mistura de etnias e culturas.
Na minha Alagoas, temos o bloco carnavalesco “Pinto da Madrugada”, que tem apenas seis anos de existência, mas já reúne 75 mil foliões. Em Maragogi, fronteira com Pernambuco, o carnaval é famoso e muito animado, com os desfiles de frevos. Em Barra de São Miguel, o destaque são os blocos, como o Bate-Lata, em uma festa popular com grande número de turistas.
É interessante, aliás, constatar que o frevo é o ritmo predominante mesmo em Maceió, graças, em boa parte, ao radialista Edécio Lopes, grande animador da festa, pernambucano de Vitória de Santo Antão, mas alagoano de coração. Ali ao lado, em Pernambuco, estarão novamente em ação o Siri na Lata, o Galo da Madrugada, o Bacalhau do Batata. Sem contar o belíssimo carnaval de Olinda. O carnaval de Pernambuco, um dos mais tradicionais do Brasil, nos traz a lembrança do grande compositor Capiba, entre outros incríveis talentos.
Na Bahia, brilham o Afoxé Filhos de Gandhi, o Ileayê, o Olodum e vários outros blocos e trios elétricos, novos e velhos, para delírio de brasileiros e de turistas estrangeiros. O Rio não tem apenas o espetáculo das escolas de samba, admirado no mundo todo. Quem quer brincar carnaval de rua no estilo do velho Rio de Janeiro, tem os blocos como o Simpatia é Quase Amor, o Suvaco de Cristo e vários outros antigos e novos, que surgem a cada ano.
Há outras boas notícias, como a volta dos turistas estrangeiros e também o incremento do turismo interno, o desejo dos brasileiros de conhecer o que ainda não conhecem de sua própria terra. Mas há muito que fazer nessa área. No último dia 21, visitei cidades alagoanas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e reforcei junto a ele um pedido no qual insisto sempre e pelo qual vou continuar lutando: a criação de uma escola técnica de turismo para Alagoas.
O turismo é uma das principais vocações naturais do estado “como, enfim, de todo o Nordeste. Precisamos preparar os jovens para trabalhar neste ramo, ensinar-lhes hotelaria, cursos especiais, o básico em idiomas estrangeiros, a história dos estados e de nosso País. O turismo é uma fonte inesgotável de empregos e de divisas” mas é preciso o máximo rigor contra o turismo sexual e a exploração de menores.
Tenho insistido, também, com a necessidade de um terminal turístico para navios de passageiros em Maceió. Alagoas é o único dos estados nordestinos ainda sem um porto desse tipo, que garantiria ao estado a inclusão na rota dos transatlânticos. O turismo tem que florescer no Brasil definitivamente. E o carnaval é um dos pontos altos desta atividade que, a cada ano, enche o País de alegria e de divisas.