O VALOR DO ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), acaba de traduzir em números o que representa na vida do brasileiro um diploma de curso superior. Ele significa uma perspectiva de vida melhor com remunerações mais vantajosas para aqueles que concluem o ensino superior.
De acordo com a OCDE, o trabalhador que terminou o ensino superior recebe, em média, salários duas vezes e meia maior do que aquele profissional que parou de estudar no ensino médio. Esse acréscimo de 156% pelo diploma supera os índices de 31 países desenvolvidos que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. 

De outro lado, a evasão escolar também custa caro. Aqueles que não concluem o ensino médio no Brasil recebem, em média, metade do salário de quem consegue o diploma. Nos países desenvolvidos, esse retorno é um pouco mais alto: 77%. Esses números integram as análises comparativas do relatório anual de educação da OCDE e é a primeira vez que o Brasil participa do levantamento.
A oscilação do retorno financeiro vinculado ao tempo de ensino analisado nos 32 países foi surpreendente. Nos Estados Unidos, por exemplo, a faculdade rende um salário 79% maior. Na Hungria, a renda para aqueles que têm curso superior é o dobro, mas, na Nova Zelândia, a diferença é de apenas 18%. 
A análise também avaliou a situação de vulnerabilidade das pessoas que não estudam. No Brasil, cerca de 10% dos jovens de 15 a 19 anos, infelizmente, ainda dependem de assistência: porque não estudam e nem trabalham. Um quarto da população entre 15 a 29 anos que não estuda também está fora do mercado de trabalho. 
Fica mais uma vez explicitado que a falta de qualificação no nível médio é um fator restritivo na hora que este jovens chegam ao mercado de trabalho. Segundo o mesmo boletim da OCDE, os jovens brasileiros que não ingressaram no ensino médio nem estão estudando têm 21% a menos de chance de conseguir um emprego.
A Organização constatou ainda um aumento de 121% nos investimentos públicos em educação entre os anos 2000 e 2008. O valor foi o maior entre os 30 países analisados. Este número espelha muito bem o esforço que o Brasil vem fazendo nos últimos anos em prol da educação.
Em Alagoas, por exemplo, este é um dado concreto graças a atuação da bancada no Congresso Nacional. O Estado está ampliando consideravelmente o número de escolas profissionalizantes e também foi agraciado pelo governo federal com a interiorização da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), que multiplicou as vagas da Universidade Pública para todos os jovens alagoanos.
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