O BRASIL VOLTA A CRESCER

Na última semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística anunciou o crescimento de 1,9% do PIB brasileiro. Para quem acompanha a economia e não torce contra o Brasil, o resultado era esperado. Isso significa dizer que o país pôs fim a um ciclo chamado de recessão técnica – caracterizada pela queda do PIB por dois trimestres consecutivos. A crise econômica global causou recessão em diversos países do mundo, inclusive nos ricos.

No segundo trimestre, ainda de acordo com o IBGE, o consumo das famílias cresceu 2,1%, enquanto os gastos do governo caíram 0,1%. As exportações cresceram 14,1% e as importações subiram 1,5%.Comparado com igual período de 2008, o setor de serviços apresentou crescimento, de 2,4%. O consumo das famílias cresceu 3,2%. Segundo o IBGE, contribuiu para este resultado a alta de 3,3% no rendimento real dos salários no segundo trimestre de 2009.

     O Brasil foi um dos poucos países do mundo que conseguiu escapar rapidamente da recessão. Antigamente, todos se recordam, o Brasil saía das crises literalmente quebrado. Entre os resultados que já foram divulgados, o PIB do Canadá caiu 3,2% no 2º trimestre, o PIB dos EUA recuou 1%, o PIB espanhol desceu 1,1% (somando 4 trimestres consecutivos de baixa) e o PIB da zona do euro caiu 0,1%. Por outro lado, o Japão, por exemplo, teve alta de 0,9% no PIB do segundo trimestre e conseguiu sair da recessão.

A sucessão de boas notícias não parou na retomada positiva do PIB. A taxa de inadimplência dos brasileiros registrou a maior queda do ano, de 5,1% em agosto deste ano.Com notícias tão aguardadas, o sinalizador da produção industrial de São Paulo – indicador que visa antecipar a tendência do setor feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) – subiu 2,3% em agosto sobre julho.

O governo brasileiro agiu na hora certa, na dose certa e pelo período certo para socorrer a economia e livrar o País do pior. O Brasil flexibilizou o depósito compulsório, abriu mão de receitas tributárias importantes para ajudar a indústria automobilística, reduziu juros drasticamente e fez provisões maciças de crédito.

Mas o crescimento da massa salarial, que vem sendo verificado nos últimos tempos, acabou sendo decisivo para chegarmos até os índices atuais. Os trabalhadores brasileiros, incluindo os que recebem o salário-mínimo, passaram a comprar mais. Só que o perfil do consumo migrou para aquisições que não envolvessem contratos por longos períodos. A expectativa de todos é de que este crescimento é sustentável e duradouro. Nós do PMDB continuaremos a contribuir com o governo para tornar esta realidade mais próxima.

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