CORREÇÃO HISTÓRICA

Na última semana o Senado Federal, a fim de minimizar  as consequências de uma das mais vergonhosas páginas da história brasileira, devolveu – ainda que simbolicamente – o mandato do senador Luiz Carlos Prestes, o inesquecível “Cavaleiro da Esperança”, como ficou conhecido mundialmente.

Uma resolução arbitrária da Mesa do Senado Federal, de nove de janeiro de 1948, cassou os mandatos do senador Luiz Carlos Prestes e seu suplente, Abel Chermont. Somente agora, em maio de 2013, após 65 anos, o País se redimiu parcialmente com um de seus maiores expoentes políticos. A louvável iniciativa foi do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).
A evocação do nome de Luiz Carlos Prestes nos traz à memória as difíceis circunstâncias daquele momento, a força de seu caráter e a perseverança com que perseguiu os seus ideais. Prestes foi homem que dedicou toda  sua vida a combater as injustiças sociais.
No Senado, onde chegou com uma das mais expressivas votações da história, não foi diferente. Seus discursos incluiam a limitação da jornada de trabalho, o direito de greve, a justiça gratuita, o rito sumário para as causas que envolvessem o trabalhador rural e a estabilidade para o funcionário público.
Durante os trabalhos da Assembleia Constituinte de 1946, apresentou emenda que proibia a formação de trustes, cartéis e monopólios que acarretasse o controle do mercado interno e desequilibrasse a concorrência. O vanguardismo, visto nestes temas, foi outra característica permanente de Prestes. 
Outros traços marcantes de Prestes foram a crença no diálogo e na compreensão para se chegar ao entendimento. O País procura se redimir de um equívoco histórico. Mas na linha dos ensinamentos que ele próprio nos legou: errar é dos homens e, diante dos enganos haverá possibilidades de corrigi-los, mesmo que, como agora o fizemos, tardiamente.  
A solenidade de devolução de mandato de senador foi uma modesta homenagem ao homem que foi Luiz Carlos Prestes. Participaram da sessão sua viúva, Maria do Carmo Ribeiro, os filhos Luiz Carlos Prestes Filho, Zoia Ribeiro Prestes, Mariana Ribeiro Prestes, Ermelinda Ribeiro Prestes e os netos João Luiz Prestes Rabelo, Ana Maria Prestes Rabelo e Eduardo Prestes Massena. Também estiveram no Senado os familiares de Abel Chermont: Carlos Eduardo Chermont e Anta Paula Chermont e Eduardo Prestes Massena.
É claro que as instituições não podem reescrever a história como gostaríamos, mas homenagens e retificações como a que foi feita com Luiz Carlos Prestes ajudam a resgatar a verdade de nossa história. Mesmo simbolicamente estamos restaurando uma parte pouco iluminada de nossa trajetória política.
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