CONSUMO INTERNO PUXA CRESCIMENTO

O consumo das famílias brasileiras segue o ritmo ascendente. Enquanto o Produto Interno Bruto – PIB, que é a soma de todas as riquezas criadas do país, registrou uma leve desaceleração, a demanda das famílias seguiu uma trajetória oposta e avançou 1,0%, ante os 0,6% do período anterior. Entre abril e junho as famílias brasileiras gastaram R$ 612,5 bilhões.
Assim como ocorreu na crise de 2008, o consumo das famílias está puxando fortemente o PIB. Isto é um reflexo do aumento da massa salarial, da ocupação, do rendimento médio dos trabalhadores e do crédito direcionado para pessoas físicas. 
Tudo indica que o consumo das famílias continuará sendo uma das âncoras do crescimento do país. De acordo com  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – Dieese -, perto de 93% das negociações salariais do primeiro semestre  de 2011 resultaram em aumentos superiores à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor , o INPC. Em 2010 houve aumento real em 86% dos casos.
Os bons reajustes devem se manter, no segundo semestre, nas negociações de categorias com grande poder de mobilização, como petroleiros, bancários e metalúrgicos. Com dinheiro no bolso, a tendência é que o cidadão  continue comprando. 
O que cabe à equipe econômica do governo, neste momento, é observar até onde a crise externa pode afetar a atividade econômica do Brasil. Na outra ponta é preciso um sensível monitoramento para que este consumo não pressione a inflação, especialmente porque o salário mínimo de 2012 terá um aumento de 13,6 % e os juros estão caindo. 
Como todos os especialistas já projetavam, o crescimento do PIB do segundo trimestre de 2011 desacelerou. Mas ainda assim o Brasil está em posição favorável em relação às maiores economias do mundo -que vivem períodos de crescimentos modestos e até variações negativas.
De acordo com dados do IBGE, o PIB brasileiro evoluiu 0,8% no segundo trimestre deste ano, ante alta de 1,2% no trimestre anterior. Nos Estados Unidos, a economia registrou alta de 0,3%. Na União Europeia, que enfrenta problemas graças ao alto endividamento público de alguns de seus países-membros, a expansão foi de 0,2% no segundo trimestre, mesma variação do PIB da zona do euro, grupo de 17 países do bloco que usam o euro como moeda única.
Entre os principais países do bloco, a Alemanha registrou variação positiva, porém baixa no período, alta de apenas 0,1% no segundo trimestre, ante alta de 1,3% no primeiro trimestre. O Japão, que vive um momento de deflação e estouro da dívida pública, também registrou deficit, de 0,3% no segundo trimestre, ante recuo de 0,9% no trimestre anterior e a China registrou crescimento de 2,2% no segundo trimestre, ante alta de 2,1%. 
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