CASA PRÓPRIA: O SONHO QUE VIRA REALIDADE

O Brasil começou a resgatar outra dívida social com seus cidadãos: a compra da casa própria. O déficit habitacional vem se acumulando aos longo dos anos e a submoradia acaba provocando a repetição de tragédias como vimos no Rio de Janeiro este ano e em Santa Catarina, ano passado. Um programa do governo Lula resolveu atacar o problema. Os resultados do Minha Casa, Minha Vida já começam a ser sentidos pela população e pelos agentes econômicos.

Os saques do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a aquisição da casa, no primerio trimestre, confirmam que 2010 será o ano da casa própria. A procura pelo FGTS registrou um incremento de 27,4% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2009, de acordo com os dados anunciados pela Caixa Econômica Federal na última semana.
A alta fez os saques habitacionais superarem os de aposentadoria no total de resgates do FGTS. Os saques para a compra da casa própria representaram 13,6% do total retirado neste ano, enquanto os de aposentadoria ficaram em 12,7%. Em 2009, as aposentadorias corresponderam a 12,2% do total contra 9,8% usados para habitação. O setor  imobiliário está aquecido e esta é a grande oportunidade do trabalhador comprar sua casa própria com preços subsidiados.
O setor de financiamentos – entre eles da casa própria – também vem crescendo. A procura dos consumidores por crédito atingiu patamares recordes no mês de março, segundo os dados do Serasa. Em março houve um crescimento de 18,3%, frente a fevereiro deste ano. Este resultado  é um recorde desde janeiro de 2007, quando o indicador de crédito passou a ser calculado. A maior financiadora do País, a Caixa Econômica Federal, acaba de anunciar que colocará R$ 60 bilhões de empréstimos para compra da casa própria. É muito mais que os R$ 47 bilhões disponibilizados no ano passado. A expansão na procura de crédito pode ser atribuída a um conjunto de fatores: o fim da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis, à expressiva queda na taxa de inadimplência e ao aumento da massa salarial dos trabalhadores brasileiros. Entre março do ano passado e agora, o crescimento na demanda por crédito é mais expressivo: 32,5%.Com a economia em processo de aquecimento, a região Nordeste respondeu pela maior alta na demanda de crédito em março, com crescimento de 21%. Sul (20,8%), Norte (19,2%) e Sudeste (18,5%) também tiveram forte alta. No Centro-Oeste, a alta foi de 7,6%.? Verificou também que os consumidores com renda mensal abaixo de R$ 500 tiveram alta de 32,9% na procura por crédito em março, frente ao mês anteriores. Já aqueles com ganhos entre R$ 5 mil e R$ 10 mil elevaram a demanda em 32,8%.Para aqueles com renda acima de R$ 10 mil, a alta na procura por crédito no mês foi de 32%.

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