A HORA E A VEZ DO NORDESTE

                                                    
A maioria das empresas – nacionais e estrangeiras –  vai aumentar os investimentos no Brasil em 2010. Na indústria o aumento médio será de 23%, segundo a Confederação Nacional das Indústrias (CNI). No comércio, de acordo com a Fecomércio, 97% das empresas irão ampliar os investimentos entre 10% e 20%. O comércio, como se sabe, passou ileso pela crise mundial. Isso porque o consumo interno registrou uma expansão de 20% (FGV) graças aos aumentos do salário mínimo, da expansão da massa salarial e do Bolsa Família.

 Um dos maiores crescimentos do comércio varejista foi verificado no Nordeste e no Norte, conforme a pesquisa da LatinPainel, uma das maiores autoridades em pesquisa domiciliar da América Latina. O gasto das classes D e E das duas regiões com alimentação, limpeza e higiene superou as classes A e B da região sudeste em 5%. Estes dados se inserem em uma transformação social ainda maior, constatada pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas). De acordo com o instituto, desde 2003 18,5 milhões de brasileiros mudaram de faixa social e a classe de baixa renda caiu de 37% para 26% da população.

Não por outro motivo que o Nordeste irá receber a maior parcela dos cerca de R$ 10 bilhões que as três maiores redes de varejo do país pretendem investir até 2012. Nos planos de investimento dos principais grupos que atuam no Brasil foram reservados à região espaço de destaque. Uma das maiores redes de varejo vai investir no Nordeste 50% dos R$ 2,2 bilhões previstos para todo o Brasil em 2010. A mesma rede planeja abrir 104 novas unidades, sendo que a metade no Nordeste. Isso significa empregos, melhores salários e mais dignidade.

O fenômeno é compreendido pelos números. Com 28% da população do país e mais da metade dos brasileiros recebendo salário mínimo, a economia nordestina ganhou, durante o governo Lula, grande impulso com os programas sociais e a política de aumentos reais do piso salarial. Entre 2007 e 2009 o Nordeste viu crescer sua participação no consumo nacional de 16,8% para 18,8%. Entre 2006 e 2009, um dos gigantes do varejo viu o consumo nordestino saltar de 7% para 17% do total de suas vendas.

        O aumento do consumo nas regiões mais carentes e a migração nas classes sociais brasileiras confirmam que o governo do Presidente Lula está promovendo um efetivo programa de distribuição de renda envolvendo os cidadãos e as regiões que mais necessitam. Nós do PMDB tivemos a honra de poder ajudar em um momento histórico como este. Quando presidi o Congresso propusemos o aumento real do salário mínimo. Também tive a saitisfação de ser o relator do Bolsa Familia no Senado. Como Alagoano, como nordestino, só posso ficar honrado em ter contribuído para estes resultados

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