

Dados do Núcleo de Estudos de Segurança do Trânsito (Nest), da Universidade de São Paulo, em São Carlos, revelam que os índices de violência no trânsito de uma região estão diretamente ligados a situação econômica deste local.
O levantamento publicado pelo jornal O Globo concluiu que, no Brasil, o risco de morte no trânsito é 13 vezes maior do que em países considerados de primeiro mundo, como Japão, Suécia, Alemanha, França, Estados Unidos e Reino Unido.
O estudo do Núcleo levou em consideração a quantidade de quilômetros rodados em cada estado do país, o consumo de combustível registrado pela Agência Nacional do Petróleo e o número de mortos no Ministério da Saúde.
Estados nordestinos como Piauí e Maranhão lideram o ranking dos estados com maior probabilidade de registrar mortes no trânsito. Alagoas aparece em terceiro lugar, com quase 122 mortes por cada bilhão de quilômetros rodados.
Especialistas creditam o resultado a falta de investimento nos estados e o intenso tráfego de motos pela região.
Para o senador Renan, o aumento dos números deixam de ser novidade. O líder usou como exemplo informações da Polícia Rodoviária Federal sobre as mortes no carnaval deste ano. Os dados indicam que este foi o carnaval mais violento desde 2003 com 213 pessoas mortas, o que representa um aumento de quase 48%, se comparado ao mesmo feriado do ano passado.
Renan julga que a principal arma para combater a violência no trânsito é a fiscalização por parte das autoridades que tratam do assunto e também o aumento do efetivo da Polícia Rodoviária. O assunto, no entanto, deve ser discutido, desde cedo. Por isso, o senador pede com urgência a implantação da disciplina de trânsito nas escolas.