
As boas notícias da economia não param surgir. Talvez por isso, um pequeno grupo que torcia pelo pior, insiste tanto em inventar crises. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acabou de registrar a menor taxa de desemprego de julho desde 2002. A pesquisa foi feita nas principais regiões metropolitanas do Brasil, e apontou que o mês de julho permaneceu estável nos 8% em relação a junho, quando a desocupação estava em 8,1% do total do mercado de trabalho.
Outro número que atesta estarmos superando a crise mundial foi a criação de 138.402 vagas com carteira assinada em julho, o sexto mês seguido de resultados positivos no emprego formal. O resultado é o melhor do ano. Com a queda do desemprego, a tendência é que haja também recuperação na confiança dos consumidores, o que eleva o consumo e, consequentemente, a manutenção e o esperado crescimento da atividade econômica do país.
Segundo a pesquisa do IBGE, a população ocupada em julho somou 21,3 milhões de pessoas, o que representa um aumento de 0,9% em relação a junho. Na comparação com julho do ano passado também houve alta, de 1,1%. Dois setores foram decisivos para a melhoria: a construção civil, com aumento de 1,3% sobre junho, e de 2,6% sobre julho do ano passado e o comércio, onde houve aumento de 1,9% na oferta de empregos frente a junho, e de 2,3% contra julho de 2008.
Os dados mostram o acerto das medidas internas para minimizar os efeitos da crise internacional. Entre elas, a redução do IPI para girar os estoques de veículos nas montadoras, a desoneração de mais 70 itens de bens de capitais, a manutenção da isenção do PIS e da COFINS até o final de 2010 para o trigo, farinha de trigo e pão francês e a entrada em funcionamento dos Fundos Garantidores de Crédito, que permitiram a redução dos juros nos empréstimos a micros, pequenas e médias empresas.
Outra notícia excelente, especialmente para os nordestinos, foi a redução da pobreza. Mais de 35 milhões de pessoas ultrapassaram a faixa da pobreza no Brasil nos últimos 40 anos. Essa é uma obra de vários governantes, mas o fim da inflação, os programas de transferência de renda e a valorização do mínimo fizeram a parcela de pobres baixar dos inacreditáveis 68,4% da população em 1970, com 61,1 milhões de pobres, para 14,1% nos dias atuais.
Como Senador de Alagoas sinto-me honrado em ter contribuído, ainda que modestamente, para resultados tão positivos. No Senado tive o prazer de relatar o programa Bolsa Família, quando muitos falavam contra. Ainda quando Presidente do Senado criei a comissão que propôs o atual modelo de aumento real do salário-mínimo. Ambas iniciativas foram decisivas para iniciar o resgate de nossa pesada herança social.