
Foi por isso que tivemos, recentemente, um encontro muito proveitoso com o Ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, sobre o Projeto Serrote da Laje, da Mineração Vale Verde, que é fundamental para o desenvolvimento de Alagoas. Este é, na verdade, o maior projeto de investimento do estado, além de constituir uma das mais importantes parcerias público-privadas da região.
O Ministro Lobão conheceu os detalhes do investimento, que chegará a R$ 1 bilhão, com recursos inclusive estrangeiros. E se comprometeu a dar toda a atenção ao trâmite técnico normal dentro do Ministério. Ele, inclusive, se dispôs a visitar o estado nesta primeira quinzena de maio, para ver de perto o que já está sendo feito.
Desde a década de 80 que empresas mineradoras nacionais pesquisam o solo alagoano. A Companhia Vale do Rio Doce herdou alguns destes estudos, que mostram a ocorrência de 344 jazidas em 14 municípios do Agreste e Sertão do estado. Estes projetos foram, então, reavaliados e adquiridos pela Vale Verde.
Na região conhecida como Serra das Lajes, em Craíbas, na divisa com o município de Igaci, foram encontrados minérios metálicos como ferro, ouro, vanádio e cobre – sendo que, esse último, em maior quantidade.
A exploração do cobre em Craíbas vai ensejar a implantação de uma estrutura de exploração que implicará na geração de 100 empregos diretos e outros 200 indiretos. A Mineração Vale Verde, uma empresa da canadense Aura Minerals, já é responsável pela geração de 120 empregos diretos e 50 indiretos. O projeto abrangerá uma mina a céu aberto e plantas de beneficiamento que devem processar mais de 40 mil toneladas por dia de minério.
Mas, para sustentar tamanho investimento, será necessária a construção de uma subestação de energia elétrica, que se utilizará da linha de transmissão que vai de Xingó a Messias. Assim, a energia gerada pela CHESF, que antes simplesmente passava pelas linhas de distribuição do estado, num total de 570 gigawatts/ano, vai poder ser levada para Arapiraca e diversos municípios da região.
A partir de 2011, quando o centro de distribuição ficar pronto, o agreste não terá problemas de energia elétrica por 30 anos. Com a subestação de energia, a Companhia Energética de Alagoas vai se tornar parceira do empreendimento, como consumidor cativo, com uma carga de 230 Quilovolts.
Assim que for inaugurada, a estação vai resolver o problema da falta e da queda de energia, muito comuns no interior do estado. Além do setor de mineração, todo o setor produtivo será beneficiado, como indústrias e projetos de irrigação por toda a região.
No total, o projeto vai gerar dois mil empregos diretos e aproveitar a mão-de-obra local na construção e operação. Será feito um acordo com o SENAI e com a UNEAL, a universidade estadual, para o treinamento e a formação dos trabalhadores.
Desta forma, por estarem localizadas em áreas do semi-árido alagoano, onde é baixa a atividade econômica, este projeto tem também como objetivo procurar alternativas de desenvolvimento para as comunidades radicadas na área, contribuindo assim para diminuir as desigualdades regionais.
*Renan Calheiros é Líder do PMDB