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Esperanças redobradas

Fechamos um ano complicado. Um ano de crise política, de Copa do Mundo, de eleições gerais e ânimos acirrados. Mas se foi duro engolir a derrota para a França, demos um exemplo de maturidade democrática diante das denúncias de corrupção. Plena liberdade de imprensa e absoluta normalidade institucional mostraram que a derrota do autoritarismo é uma conquista da qual o Brasil não abre mão. E renovaram nosso sonho de que 2007 marque o início de um novo ciclo no país, de crescimento e de justiça social.

A sociedade brasileira está cansada de deslizes éticos, não suporta mais uma tributação excessiva e injusta, exige a melhoria dos serviços públicos, o fim da estagnação econômica e o controle da violência urbana. E é em especial no novo governo, na nova Legislatura, que os brasileiros apostam sua esperança de mudança.

É um desafio enorme. Garantir o crescimento econômico, com melhor distribuição de renda, multiplicação de empregos, mais justiça social e menos desigualdade regional exige muito espírito público e diálogo entre governo e oposição, Legislativo, Executivo, Judiciário e sociedade organizada. Passado o calor das disputas eleitorais, os interesses do país terão, necessariamente que estar acima das divergências político-partidárias.

Não dá mais para adiar a negociação ¿ madura, transparente, equilibrada ¿ em torno de uma agenda positiva para o Brasil, uma agenda capaz de garantir mais segurança jurídica, capaz de dar mais fôlego para o setor produtivo e criar um cenário econômico propício ao crescimento.

A transparência das atividades legislativas e a sintonia com a opinião pública na discussão das matérias de interesse do país continuarão a pautar nossas atividades, no próximo ano. Entre as prioridades, está a retomada dos debates sobre a reforma política e a reforma tributária — ambas já aprovadas pelo Senado há mais de três anos, mas paralisadas por falta de acordo político.

Simplificar e reduzir a carga tributária que penaliza cidadãos e empresas é condição básica para a retomada do desenvolvimento. E tirar a reforma política do papel, exigência maior para tornar nossas legendas mais fortes e representativas.

No Senado Federal, continuaremos apostando no diálogo institucional e na harmonia e independência entre os três Poderes ¿ um dos pilares da democracia. As mudanças nos ritos de tramitação das medidas provisórias e do orçamento da União reforçam a esperança de uma convivência mais equilibrada entre Legislativo e Executivo. E a conclusão da reforma infraconstitucional do Judiciário, a certeza de uma Justiça mais ágil e mais eficiente.

A todos, um 2007 com esperanças redobradas e sonhos realizados.

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