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AS PARAOLIMPÍADAS DE ALAGOAS

Os Jogos Paraolímpicos de 2008 chegaram ao fim, o Brasil bateu seu recorde e trouxe 47 medalhas no total, sendo 16 de ouro – outra marca histórica. Além do show verde-e-amarelo na natação e no atletismo, que teve em Lucas Prado a sua maior estrela, algumas modalidades renderam medalhas inéditas para o país, como a bocha e o tênis de mesa. Como resultado, o Brasil terminou a competição na nona colocação, a melhor do país na história dos Jogos.



Em Atenas, há quatro anos, o Brasil conseguiu 33 medalhas, com destaque absoluto para Clodoaldo Silva, que levou seis ouros e uma prata. Já em Pequim, nosso país tem um novo herói: o nadador Daniel Dias conquistou nada menos que nove medalhas, sendo quatro delas de ouro. Enquanto isso, o judoca Antônio Tenório lutou na categoria até 100 kg e conquistou sua quarta medalha de ouro nos Jogos.

As mulheres também ajudaram a colorir o mundo de verde-e-amarelo e levaram o país ao pódio paraolímpico na natação feminina pela primeira vez. Com Fabiana Sugimori nos 50m livre, Edênia Garcia nos 50m livre e Verônica Almeida nos 50m borboleta. A natação brasileira, aliás, garantiu três bronzes em Pequim e ficou a apenas três medalhas de seu melhor desempenho nas Paraolimpíadas.

Vem do atletismo outro grande nome do Brasil nos Jogos de 2008: Lucas Prado. O velocista, da classe para deficientes visuais, foi a Pequim em busca de três ouros e cumpriu sua promessa. No feminino, a grande estrela foi Terezinha Guilhermina, que se despediu da China com uma medalha de cada cor.
Campeão em Atenas-2004, o time brasileiro de futebol de cinco (deficientes visuais) chegou a Pequim como favorito e não decepcionou, garantindo o bicampeonato e o 16º e último ouro brasileiro em Pequim.

Alagoas foi representada nos jogos por Sônia Gouveia, Jonathan de Souza Santos, Yohansson Ferreira do Nascimento e Roseane Ferreira dos Santos, a “Rosinha”. Merecem os parabéns não apenas estes atletas, mas as entidades que os apoiaram, como a Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas.

Não é de hoje que acompanho a luta dos portadores de necessidades especiais. Criamos, no Senado Federal, a Semana deles que, a cada ano, presta homenagens, discute a problemática dessas pessoas e lembra a toda a sociedade que a diversidade é absolutamente normal.

As pessoas com deficiências física ou mental não precisam de nossa compaixão, mas sim de estímulo, demonstrações de apoio e de luta conjunta pela democratização das oportunidades de acesso para além do âmbito dos jogos. É isso que pretendo continuar fazendo em meu mandato de senador. As portas sempre estarão abertas para quem tem alguma necessidade especial.

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